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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Ajude a mapear as plantas invasoras

Mäyjo, 14.11.16

 

Nesta altura que ainda está em flor, ajude a mapear a erva-das-Pampasplanta exótica e invasora em Portugal, também conhecida por penachos ou plumas (Cortaderia selloana).

As espécies invasoras são uma ameaça à biodiversidade,  levando ao perigo de extinção espécies autóctones e causando o efeitos negativos a nível ambiental, económico, e na saúde pública.
 
Assim, partilhamos aqui o pedido de ajuda para o mapeamento da espécie invasora Cortaderia selloana.

Há por aí cidadãos-cientistas?

 
Precisa-se de ajuda de cidadãos-cientistas para mapear a invasora erva-das-Pampas.
 
Mas o que são plantas invasoras? 
 
Plantas invasoras são plantas que vieram de outros locais do mundo (exóticas), adaptaram-se muito bem no nosso território, e hoje em dia reproduzem-se e dispersam pelos seus próprios meios para longe dos locais onde foram introduzidas pelo Homem, causando impactes ambientais e económicos negativos.

 
 
Entre as piores plantas invasoras em Portugal, encontra-se a erva-das-Pampas, também conhecida por penacho ou plumas. Nesta altura do ano, esta espécie está em flor pelo que é mais fácil distingui-la na paisagem e vê-la onde geralmente não vemos.
Por isso, é a altura ideal para pedir a ajuda de todos para a colocar no mapa de avistamentos que existe no invasoras.pt – este mapa é uma plataforma de ciência-cidadã em que se conta com a colaboração de todos os cidadãos para construir o mapa das plantas invasoras em Portugal.

Quem pode colaborar?  
Todos! Todos podem ser cidadãos-cientistas ao ajudar a recolher informação sobre a localização das plantas invasoras.

Veja como pode ajudar (fonte e mais informação) em: http://invasoras.pt/vamos_colocar_a_erva_das_pampas_no_mapa/

Para mais informação, contactar invader@uc.pt

ÁFRICA: POLUIÇÃO DO AR JÁ MATA MAIS QUE A ESCASSEZ DE ALIMENTO

Mäyjo, 13.11.16

poluicao-africa

A poluição do ar já é responsável por cerca de 700 mil mortes em África todos os anos. Ela tornou-se uma das primeiras causas de morte no continente, lado a lado com a desnutrição e a má qualidade da água.

 

Os dados foram divulgados agora num estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), onde a instituição alerta que “entre 1990 e 2013 o número total de mortes anuais por poluição do ar – poluição por partículas ambientais, causados principalmente pelo transporte rodoviário, geração de energia e indústria – aumentou 36% atingindo mais de 250 mil pessoas. Durante o mesmo período, as mortes causadas pela poluição com origem em formas de energia domésticas poluentes, subiu 18%, prejudicando mais de 450 mil pessoas.”

Segundo avança o The Guardian, os números são impressionantes, atingindo já patamares considerados até há pouco impensáveis: anualmente, a má qualidade do ar em África mata já mais que a água contaminada (542 mil mortes) e a desnutrição (275 mil mortes). Como explicar então estes valores?

Os países africanos estão a ser confrontados com a poluição do ar, causada pela queima de madeira ou pelo carvão usado para cozinhar. Mas não é tudo. O enriquecimento e desenvolvimento do continente está a ser acompanhado par a par por uma massificação da electrificação, uma cada vez maior dependência de combustíveis fósseis e um aumento do tráfego rodoviário. Analisando este último ponto vemos que há cada vez mais carros no continente, modelos antigos, muito mais poluentes que as versões mais recentes. Só em 2007, a África importou cerca de 4,7 milhões de carros usados.

Para contrariar esta tendência, há já algumas organizações a trabalhar no terreno. É o caso da Fundação Good Planet, a trabalhar no Mali para reduzir de forma significativa a poluição do ar na zona. A instituição está a distribuir pelas comunidades locais tanques de biogás para produzir energia limpa, substituindo assim o carvão vegetal para cozinhar. Este e outros projectos desta fundação para conhecer aqui.

Foto: via Creative Commons 

 

RUÍDO URBANO

Mäyjo, 12.11.16

COMO MINIMIZAR A POLUIÇÃO SONORA NAS GRANDES CIDADES?

ruido-nas-cidades

O barulho nas cidades faz parte do nosso dia-a-dia, e com toda a certeza iríamos estranhar se as cidades ficassem de repente imersas em silêncio.

 

O ruído é hoje assumido como algo normal, quase parte integrante das cidades. Numa altura em que mais de metade da população mundial vive em centros urbanos, exactamente onde o ruído é mais elevado, talvez seja importante passarmos a encarar o ruído urbano como poluição sonora.

Só em Portugal, as estimativas indicam que 60% da população está exposta a níveis de ruído muito acima dos recomendados pela Organização Mundial de Saúde.

Mas como evitar, ou pelo menos minimizar, o impacto que o ruído das cidades tem no nosso dia-a-dia?

A resposta, com várias opções fáceis de aplicar diariamente, neste vídeo Minuto Verde.

O Minuto Verde é uma rubrica produzida pela Quercus e emitida aos dias úteis na RTP.

 

Foto: via Creative Commons

CIENTISTAS TRANSFORMARAM CO2 EM COMBUSTÍVEL…

Mäyjo, 11.11.16

POR ACIDENTE

bombas-de-gasolina

Uma equipa de cientistas norte-americanos descobriu, por mera casualidade, que o CO2 pode ser convertido em etanol, se submetido a elevadas pressões. Este pode ser o princípio de uma verdadeira revolução, com forte impacto na saúde do planeta.

 

Se for possível converter CO2 em combustível a uma escala industrial, passará a ser fácil impedir que os níveis de dióxido de carbono no planeta aumentem  ainda mais. Esta perspectiva está a animar a equipa do Departamento de Energia do Laboratório Nacional de Oak Ridge, nos EUA, que descobriu esta reação química por um feliz acaso.

“Estávamos a estudar o primeiro passo de uma reação, quando percebemos que o catalisador estava a fazer toda a reação por conta própria”, recorda um dos membros da equipa, Adam Rondinone.

A descoberta foi feita a partir de um catalisador com 50 a 80 nanómetros de altura composto por carvão, cobre e nitrogénio, depois de ter sido submetido a uma tensão elétrica de 1,2 volts. A reacção química não se fez esperar e aos olhos da equipa o CO2 transformou-se em etanol, num processo que obteve um rendimento de 63%. Os resultados foram surpreendentes, não só pela baixa quantidade de tensão elétrica necessária para obter aquele efeito, como pelo rendimento de etanol registado.

Note-se que no mês passado o planeta Terra atingiu o maior nível de dióxido de carbono na atmosfera dos últimos quatro milhões de anos.

Foto: via Creative Commons 

 

JAPÃO, TERRA DE CONTRASTES MÁGICOS

Mäyjo, 10.11.16

Danilo Dungo

Fotos: Bored Panda